{"id":6,"date":"2012-08-05T11:20:00","date_gmt":"2012-08-05T14:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2012\/08\/05\/forum-sindical-saude-do-trabalhador\/"},"modified":"2012-08-05T11:20:00","modified_gmt":"2012-08-05T14:20:00","slug":"forum-sindical-saude-do-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/forum-sindical-saude-do-trabalhador\/","title":{"rendered":"FORUM SINDICAL SAUDE DO TRABALHADOR"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">\n\t<strong>FORUM SINDICAL DE SA&Uacute;DE DO TRABALHADOR DO RIO GRANDE DO SUL &ndash; FSSTRS<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n\t<strong>MANIFESTO PELA VIDA E TRABALHO DIGNO<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As entidades que comp&otilde;em o Furum Sindical de Sa&uacute;de do Trabalhador do Rio Grande do Sul v&ecirc;m denunciar e solicitar provid&ecirc;ncias contra o ocaso na a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego nas quest&otilde;es de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de dos trabalhadores. Em 2010, segundo o Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Previd&ecirc;ncia Social, foram registrados 701.496 acidentes de trabalho t&iacute;picos no Brasil. O n&uacute;mero de mortes resultantes destes eventos cresceu 11,4 % em 2010, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. Algo entre 4 e 20% de todas as tipologias de c&acirc;ncer que afligem a humanidade tem origem no trabalho. O custo para a Previd&ecirc;ncia Social P&uacute;blica decorrente apenas dos chamados acidentes de trajeto &ndash; aqueles sofridos pelo trabalhador a caminho do trabalho ou na volta para casa &ndash; subiu 37 % entre 2009 e 2011. Segundo o soci&oacute;logo Prof. Jos&eacute; Pastore, da USP, os custos estimados, apenas para a esfera previdenci&aacute;ria p&uacute;blica, decorrentes dos acidentes e doen&ccedil;as ocupacionais estariam na casa dos quatorze bilh&otilde;es de reais. No entanto, a iniquidade n&atilde;o estat&iacute;stica de um peda&ccedil;o do Brasil que produz e prospera n&atilde;o &eacute; t&atilde;o facilmente vis&iacute;vel. N&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o capazes de dimensionar as perdas reais para a sociedade. Tampouco a dor e o sofrimento de centenas de milhares de acidentados e familiares. N&atilde;o h&aacute; pre&ccedil;o, n&atilde;o h&aacute; forma e, muitas vezes, n&atilde;o h&aacute; voz.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 7602\/2011, que estabelece as bases de uma Pol&iacute;tica Nacional de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho &#8211; PNSS, visando &agrave; articula&ccedil;&atilde;o sin&eacute;rgica entre v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os federais para a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e morbidade laboral. No entanto, mesmo diante do desafio imposto pela PNSS e do holocausto social, o Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego opta pela estrat&eacute;gia da avestruz: persiste na rotina de desconstru&ccedil;&atilde;o de sua &aacute;rea de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador. Insiste em diluir a&ccedil;&otilde;es que j&aacute; se encontravam aqu&eacute;m do necess&aacute;rio. Apresenta dados mistificadores, obtidos de bases fr&aacute;geis. Pratica a concilia&ccedil;&atilde;o com o capital infrator, inclusive em um tripartismo muitas vezes de conveni&ecirc;ncia, que cristaliza a organiza&ccedil;&atilde;o e o ambiente delet&eacute;rio &agrave; sa&uacute;de. Reduz as quest&otilde;es de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a no &nbsp;trabalho a um mero atributo, entre outros, a ser eventualmente observado nas a&ccedil;&otilde;es fiscais. Em suma, elege a aleatoriedade e a superficialidade como meio para enfrentar o complexo e o tr&aacute;gico.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Historicamente, o primeiro passo do desmonte desta &aacute;rea remonta ao segundo mandato do governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, onde o ep&iacute;teto &ldquo;redu&ccedil;&atilde;o do tamanho do Estado&rdquo; serviu de pretexto para a anexa&ccedil;&atilde;o da sua Secretaria de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho &#8211; SSST &#8211; &agrave; Secretaria de Inspe&ccedil;&atilde;o do Trabalho &#8211; SIT. Em nome de uma pretensa economia, reduziu-se a capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o do Estado. Em nome de uma alegada concentra&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, foram deliberadamente inibidas ou abortadas iniciativas estrat&eacute;gicas, como o planejamento e a execu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es focadas. A <em>gelatiniza&ccedil;&atilde;o <\/em>das a&ccedil;&otilde;es de SST &eacute; um processo socialmente lesivo, podendo ser inserida na perda do protagonismo social e pol&iacute;tico do pr&oacute;prio MTE.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma pol&iacute;tica de Estado de combate aos acidentes e doen&ccedil;as ocupacionais ser&aacute; efetiva se encontrar entidades estruturalmente equ&acirc;nimes e comprometidas em sua execu&ccedil;&atilde;o. Do contr&aacute;rio, ser&aacute; transformada em uma carta de inten&ccedil;&otilde;es. O est&aacute;gio atual do MTE no campo da SST &eacute; terminal. Assim como o elo mais fraco de uma corrente determina a sua resist&ecirc;ncia, a moribunda &aacute;rea de SST no MTE comprometer&aacute; toda a PNSS.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em contradi&ccedil;&atilde;o &agrave; PNSST, segue a <em>n&atilde;o-pol&iacute;tica <\/em>do MTE, com a desestrutura&ccedil;&atilde;o das unidades locais de execu&ccedil;&atilde;o da inspe&ccedil;&atilde;o do trabalho e a imposi&ccedil;&atilde;o de preceitos administrativos que implicam desest&iacute;mulo &agrave;s a&ccedil;&otilde;es. A <em>n&atilde;o-pol&iacute;tica <\/em>dispensa transforma&ccedil;&otilde;es reais e prioriza o acess&oacute;rio. Ignora as novas formas de adoecimento dos trabalhadores, as redes de fatores de natureza organizacional que t&ecirc;m levado aos acidentes de trabalho e as implica&ccedil;&otilde;es decorrentes da incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias. E fundamentalmente desrespeita os trabalhadores: p&aacute;rias a quem o estado nega uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o efetiva de suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para reverter a <em>n&atilde;o-pol&iacute;tica <\/em>de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador no MTE, as entidades tem a propor as seguintes medidas:<\/p>\n<p>\n\t1&ordm;. Resgatar a import&acirc;ncia pol&iacute;tico-institucional da &aacute;rea de SST no MTE como forma de tornar efetiva a Pol&iacute;tica Nacional de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de do Trabalhador, garantindo recursos humanos e or&ccedil;ament&aacute;rios necess&aacute;rios;<\/p>\n<p>\n\t2&ordm;. Reconstruir a Secretaria de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho &#8211; SSST &ndash; no Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego, apta a gerir e implantar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de SST. Os servidores e cargos de dire&ccedil;&atilde;o e assessoramento necess&aacute;rios poderiam ser realocados da atual estrutura, sem preju&iacute;zo &agrave;s demais atribui&ccedil;&otilde;es do MTE;<\/p>\n<p>\n\t3&ordm;. Instrumentalizar a execu&ccedil;&atilde;o da PNSS, promovendo condi&ccedil;&otilde;es para que todas as unidades descentralizadas do MTE sejam dotadas de um quadro de servidores adequado &agrave; demanda, com supervis&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o local sob responsabilidade de n&uacute;cleos de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador;<\/p>\n<p>\n\t4&ordm;. Reconfigurar o processo tripartite de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador, de forma a garantir a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade n&atilde;o apenas no processo normativo de SST, mas na pr&oacute;pria proposi&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e medidas governamentais;<\/p>\n<p>\n\t5&ordm;. Estabelecer compet&ecirc;ncias concorrentes entre o Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego e a Receita Federal do Brasil para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Contribui&ccedil;&atilde;o Adicional para o Financiamento da Aposentadoria Especial, como forma de sustar a crescente deturpa&ccedil;&atilde;o do sistema e a sonega&ccedil;&atilde;o de impostos e tributos. A referida contribui&ccedil;&atilde;o tem como fato gerador o descumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o de SST;<\/p>\n<p>\n\t6&ordm;. Revitalizar o moribundo sistema estatal de san&ccedil;&atilde;o dos maus empregadores &ndash; o <em>enforcement <\/em>&ndash; com previs&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de multas compat&iacute;veis com a import&acirc;ncia do bem que diz proteger: a sa&uacute;de e a integridade f&iacute;sica do cidad&atilde;o;<\/p>\n<p>\n\t7&ordm;. Revitalizar, por meio de adequados recursos humanos e or&ccedil;ament&aacute;rios, a Fundacentro: funda&ccedil;&atilde;o ligada ao MTE para a pesquisa e ensino em SST. As entidades se manifestam pela manuten&ccedil;&atilde;o da sede da Fundacentro em S&atilde;o Paulo\/SP;<\/p>\n<p>\n\t8&ordm;. Realizar, de forma emergencial, <strong>processo seletivo espec&iacute;fico <\/strong>para recompor o quadro da Auditoria-Fiscal do Trabalho com profissionais voltados para <strong>a atua&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador<\/strong>. O quantitativo de vagas deve atender &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da OIT. O trabalho deve ser um agente indutor da cidadania, nunca do adoecimento e da morte prematura.<\/p>\n<p>\n\tPorto Alegre, 31 de julho de 2012.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>ENTIDADES OU ORGANIZA&Ccedil;&Otilde;ES:<\/strong><\/p>\n<p>\n\t&bull; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil &ndash; CTB\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores &ndash; CUT\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; For&ccedil;a Sindical\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; Federa&ccedil;&atilde;o dos Empregados em Estabelecimentos de Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de do Estado do Rio<\/p>\n<p>\n\tGrande do Sul<\/p>\n<p>\n\t&bull; Federa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores nas Ind&uacute;strias da Alimenta&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio Grande do<\/p>\n<p>\n\tSul &ndash; FTIA\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Desenhistas<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Metal&uacute;rgicos da Grande Porto Alegre<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores nas Ind&uacute;strias Metal&uacute;rgicas, Mec&acirc;nicas e de Material El&eacute;trico de Canoas e Nova Santa Rita<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores da Constru&ccedil;&atilde;o e Mobili&aacute;rio de Bento Gon&ccedil;alves\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais, Funda&ccedil;&otilde;es e Associa&ccedil;&otilde;es do Estado do Rio Grande do Sul<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Banc&aacute;rios de Porto Alegre<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores Desenhistas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores Petroqu&iacute;micos de Triunfo &ndash; Sindipolo<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores na Ind&uacute;stria da Purifica&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o de &Aacute;gua e em Servi&ccedil;os de Esgoto no Estado do Rio Grande do Sul &ndash; Sindi&aacute;gua<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodovi&aacute;rio de Carga L&iacute;quida ou Gasosa Derivada do Petr&oacute;leo no Rio Grande do Sul &ndash; Sindil&iacute;quida\/RS<\/p>\n<p>\n\t&bull; Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, T&eacute;cnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Sa&uacute;de no RS &ndash; Sindisa&uacute;de<\/p>\n<p>\n\t&bull; Associa&ccedil;&atilde;o Ga&uacute;cha dos Auditores Fiscais do Trabalho &ndash; AGITRA e AGITRA Sindical.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FORUM SINDICAL DE SA&Uacute;DE DO TRABALHADOR DO RIO GRANDE DO SUL &ndash; FSSTRS MANIFESTO PELA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}