{"id":562,"date":"2015-05-13T22:59:00","date_gmt":"2015-05-14T01:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2015\/05\/13\/sinditestrs-participa-de-audiencia-publica-na-assembleia-legislativa\/"},"modified":"2015-05-13T22:59:00","modified_gmt":"2015-05-14T01:59:00","slug":"sinditestrs-participa-de-audiencia-publica-na-assembleia-legislativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/sinditestrs-participa-de-audiencia-publica-na-assembleia-legislativa\/","title":{"rendered":"SINDITESTRS participa de Audiencia Publica na Assembleia Legislativa"},"content":{"rendered":"<p>SINDITESTRS participa de Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica na Assembleia Legislativa do RS<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAudi&ecirc;ncia discute alternativas para reduzir acidentes de trabalho e doen&ccedil;as ocupacionais no RS<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOlga Arnt &#8211; MTE 14323 | Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias &#8211; 13:28-13\/05\/2015 &#8211; Edi&ccedil;&atilde;o: Vicente Romano &#8211; MTE 4932 &#8211; Fotos: Pedro Belo Garcia<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO Brasil &eacute; o quarto colocado no ranking mundial de acidentes de trabalho. No ano passado, 700 mil brasileiros se acidentaram e 2700 morreram. Nem mesmo crian&ccedil;as e adolescentes escapam da trag&eacute;dia. De 2007 a 2013, 162 foram v&iacute;timas fatais deste tipo de ocorr&ecirc;ncia. Os dados foram apresentados pelo presidente da Comiss&atilde;o de Sa&uacute;de e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deputado Valdeci Oliveira (PT), na abertura da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que debateu a quest&atilde;o da sa&uacute;de do trabalhador no Rio Grande do Sul na manh&atilde; desta quarta-feira (13).<br \/>\nValdeci lembrou tamb&eacute;m que, al&eacute;m dos aspectos relacionados &agrave; falta de seguran&ccedil;a no ambiente funcional, o mundo do trabalho no s&eacute;culo XXI &eacute; marcado por rotinas que levam os trabalhadores a adoecerem, como jornadas extenuantes, estabelecimentos de metas irreais, estresse e a ado&ccedil;&atilde;o da coer&ccedil;&atilde;o e do ass&eacute;dio moral como estrat&eacute;gias de gerenciamento. Ele alertou, ainda, que a aprova&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei 4330, que permite a terceiriza&ccedil;&atilde;o de todas as atividades pelas empresas, piorar&aacute; a situa&ccedil;&atilde;o, levando o trabalho ao limite da capacidade humana.<br \/>\nSegundo o presidente da Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT), Claudir Nespolo, 12,7 milh&otilde;es de brasileiros j&aacute; est&atilde;o sob o regime da terceiriza&ccedil;&atilde;o do trabalho. S&atilde;o eles, conforme o dirigente sindical, que mais adoecem em decorr&ecirc;ncia de fatores ligados a atividades ocupacionais e mais morrem em acidentes de trabalho. &ldquo;De cada dez mortes, oito ocorrem em empresas terceirizadas. Se a proposta for aprovada pelo Senado Federal, esta trag&eacute;dia poder&aacute; estendida a todos os trabalhadores brasileiros&rdquo;, alertou.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Agress&atilde;o legitimada<\/strong><br \/>\nO m&eacute;dico do trabalho Rog&eacute;rio Dorneles afirmou que &ldquo;vale tudo no ambiente de trabalho p&oacute;s-toyotismo (modelo de organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o industrial praticada mundialmente a partir dos anos 70)&rdquo;. Segundo ele, as agress&otilde;es &agrave; sa&uacute;de do trabalhador s&atilde;o legitimadas pela falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do Poder P&uacute;blico e pelas subnotifica&ccedil;&otilde;es das ocorr&ecirc;ncias, que impedem o planejamento de um sistema de preven&ccedil;&atilde;o eficaz.<br \/>\nDorneles defendeu a mudan&ccedil;a de orienta&ccedil;&atilde;o do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em rela&ccedil;&atilde;o aos acidentes e &agrave;s doen&ccedil;as do trabalho. Na sua opini&atilde;o, o &oacute;rg&atilde;o deve deixar de agir como uma seguradora privada e assumir que &eacute; parte da seguridade social do Pa&iacute;s. &ldquo;A l&oacute;gica da seguradora &eacute; n&atilde;o pagar o que vendeu. A l&oacute;gica do INSS deve ser n&atilde;o deixar a trag&eacute;dia acontecer e, assim, n&atilde;o precisar pagar&rdquo;, comparou.<br \/>\nO m&eacute;dico afirmou, ainda, que a aprova&ccedil;&atilde;o do PL 4330 n&atilde;o transformar&aacute; o Brasil numa China, mas promover&aacute; a &ldquo;africaniza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho&rdquo;. &ldquo;Pa&iacute;s que depende da precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho para se tornar competitivo, caminha para a mis&eacute;ria&rdquo;, apontou.<br \/>\nJ&aacute; o auditor do trabalho Luiz Alfredo Scienza criticou o Minist&eacute;rio do Trabalho pelo seu afastamento das quest&otilde;es relativa &agrave; seguran&ccedil;a do trabalhador. Segundo ele, h&aacute; mais de mil cargos de auditores-fiscais vagos. &ldquo;Al&eacute;m disso, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o voltada para os botecos e lojas de 1,99 n&atilde;o resolve o problema. A solu&ccedil;&atilde;o passa por uma grande articula&ccedil;&atilde;o social para que a sa&uacute;de do trabalhador seja tratada como uma prioridade de Estado&rdquo;, defendeu.<br \/>\nScienza revelou que, de janeiro a abril deste ano, foram realizadas 202 interdi&ccedil;&otilde;es de empresas no Rio Grande do Sul por risco grave e iminente &agrave;s pessoas. A constru&ccedil;&atilde;o civil, que registra uma morte a cada dois dias no Rio Grande do Sul, foi o setor mais atingido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Experi&ecirc;ncia da Serra<\/strong><br \/>\nAo defender a articula&ccedil;&atilde;o de todos os atores envolvidos no processo para enfrentar o problema, o procurador do Trabalho Rog&eacute;rio Fleischmann relatou a experi&ecirc;ncia da Serra Ga&uacute;cha. A partir de uma a&ccedil;&atilde;o da Procuradoria do Trabalho, trabalhadores, empres&aacute;rio e Poder P&uacute;blico se uniram para buscar formas de prevenir, especialmente, os acidentes e alterar cen&aacute;rios insalubres. &ldquo;Por conta disso, Caxias do Sul n&atilde;o registrou nenhuma morte na constru&ccedil;&atilde;o civil no ano passado&rdquo;, revelou.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO presidente do Sindicato dos T&eacute;cnicos em Seguran&ccedil;a do Trabalho do Rio Grande do Sul, Nilson Airton Laucksen, criticou a cultura de responsabilizar os trabalhadores pelos acidentes. &ldquo;Estamos acostumados a dizer que o acidente ocorreu porque o trabalhador foi displicente. Na verdade, &eacute; do empregador a responsabilidade por oferecer um ambiente de trabalho seguro&rdquo;, enfatizou.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA representante da Secretaria de Sa&uacute;de, Loiva Schardosim, falou sobre a estrutura da rede de Centros de Refer&ecirc;ncia em Sa&uacute;de do Trabalhador no Rio Grande do Sul. Ela apresentou tamb&eacute;m dados estat&iacute;sticos sobre acidentes de trabalho no estado. O setor metalmec&acirc;nico foi o campe&atilde;o de casos em 2014, com 7.512 registros. Em segundo lugar, ficou o setor agropecu&aacute;rio, com 5.319 casos. O setor da sa&uacute;de ficou na terceira posi&ccedil;&atilde;o, com 4.532 notifica&ccedil;&otilde;es. E a constru&ccedil;&atilde;o civil teve 4.323 ocorr&ecirc;ncias. As les&otilde;es por esfor&ccedil;o repetitivos e as doen&ccedil;as mentais foram as mol&eacute;stias que mais afastaram os ga&uacute;chos do trabalho no ano passado.<br \/>\nPor sugest&atilde;o de Valdeci Oliveira (PT), o debate sobre o tema dever&aacute; continuar. Al&eacute;m da constitui&ccedil;&atilde;o de um grupo de trabalho com o objetivo de organizar as a&ccedil;&otilde;es para enfrentar o problema, a Comiss&atilde;o realizar&aacute; um semin&aacute;rio para ampliar a discuss&atilde;o de alternativas para reduzir os acidentes e as doen&ccedil;as ocupacionais.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www2.al.rs.gov.br\/noticias&nbsp;<\/p>\n<p>Clique sobre a foto para ampliar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SINDITESTRS participa de Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica na Assembleia Legislativa do RS &nbsp; &nbsp; Audi&ecirc;ncia discute alternativas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/562"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/562\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}