{"id":538,"date":"2015-04-29T23:19:00","date_gmt":"2015-04-30T02:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2015\/04\/29\/atestado-de-polemica-e-prejuizo\/"},"modified":"2015-04-29T23:19:00","modified_gmt":"2015-04-30T02:19:00","slug":"atestado-de-polemica-e-prejuizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/atestado-de-polemica-e-prejuizo\/","title":{"rendered":"Atestado de polemica e prejuizo"},"content":{"rendered":"<h3 id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64503\" style=\"margin: 10pt 0cm 0.0001pt; padding: 0px; font-weight: normal; line-height: 1.22em; outline: none; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia;\">\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64502\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none; font-size: 16px;\">Atestado de pol&ecirc;mica e preju&iacute;zo<\/span><\/h3>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64501\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64500\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Publica&ccedil;&atilde;o: 2015-02-22 00:00:00 | Coment&aacute;rios: 0<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64499\" style=\"margin: 0cm 2.25pt 0.0001pt 6pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64493\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64492\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\"><b id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64498\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Nadjara Martins<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tRep&oacute;rter<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tEm uma ind&uacute;stria potiguar de grande porte, o ano de 2014 trouxe um preju&iacute;zo de R$ 69 milh&otilde;es. O d&eacute;ficit, por&eacute;m, n&atilde;o foi causado pelo mau desempenho da economia nacional ou diminui&ccedil;&atilde;o das vendas, mas pelo o alto &iacute;ndice de absente&iacute;smo &ndash; as faltas no trabalho. Foram 64.236 dias de produ&ccedil;&atilde;o perdidos. A causa? Os 29 mil atestados m&eacute;dicos apresentados em apenas um ano. Somando o n&uacute;mero de dias dos atestados e&nbsp; dividindo pela quantidade de funcion&aacute;rios, &eacute; como se cada um dos 10 mil colaboradores tivesse conseguido um atestado de tr&ecirc;s dias de afastamento. Tais perdas, por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o exclusividade da ind&uacute;stria potiguar. Em uma empresa de terceiriza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra, com filiais em outras capitais, o &iacute;ndice de absente&iacute;smo s&oacute; tem crescido. Em 2012, foram 1.355&nbsp; dias perdidos. Dois anos depois, o n&uacute;mero de dias n&atilde;o trabalhados quase dobrou, saltando para 2.993. A perda pelos dias n&atilde;o trabalhados &ndash; mas pagos aos funcion&aacute;rios, visto que as faltas s&atilde;o abonadas &ndash;&nbsp; foi de R$ 75 mil em 2014. A empresa conta com 700 funcion&aacute;rios. &ldquo;&Eacute; um &iacute;ndice que s&oacute; cresce e, das nossas filias, &eacute; um dos maiores&rdquo;, avalia a gerente regional da empresa, que pediu para ter a identidade preservada.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tA apresenta&ccedil;&atilde;o de atestados m&eacute;dicos por parte de um trabalhador tem sido considerado sinal de alerta para as empresas. Nos &uacute;ltimos anos, a bandeira vermelha &eacute; hasteada mais sobre a idoneidade do documento do que&nbsp;&nbsp; pelos &iacute;ndices de adoecimento dos funcion&aacute;rios. No caso das empresas ouvidas para esta reportagem &ndash; que pediram o sigilo de fonte &ndash; os n&uacute;meros de dias perdidos tamb&eacute;m refletem a quantidade de falsifica&ccedil;&otilde;es dos atestados m&eacute;dicos. Documentos rasurados, xerocados ou at&eacute; mesmo carimbados sem autoriza&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos s&atilde;o comumente recebidos pelas companhias. No caso da empresa de&nbsp; servi&ccedil;os citada, 15 funcion&aacute;rios foram demitidos nos &uacute;ltimos oito anos por apresentarem documentos comprovadamente falsos.<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64490\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64491\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">No caso da ind&uacute;stria citada no in&iacute;cio deste texto, 58% dos atestados apresentados no ano passado foram assinados por apenas um m&eacute;dico. A suspeita recai, nestes casos, sobre o rigor m&eacute;dico e uma suposta concess&atilde;o de atestados graciosos &ndash; ou seja, sem que o paciente apresente o problema de sa&uacute;de citado no documento (especificado pelo C&oacute;digo Internacional de Doen&ccedil;as, ou CID) e que justifique o n&uacute;mero de dias afastado do trabalho.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tEm uma empresa de fast-food da capital, o problema &eacute; com o mesmo m&eacute;dico. Foram 28 atestados expedidos pelo m&eacute;dico nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Na empresa, tamb&eacute;m j&aacute; foram constatados casos de falsifica&ccedil;&atilde;o de documento m&eacute;dico por parte dos funcion&aacute;rios e, no ano passado, dois foram condenados pela justi&ccedil;a a pagamento de multa.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tDesde 2010, apenas 21 sindic&acirc;ncias foram abertas pelo Conselho Regional de Medicina para apurar falsidade de atestado m&eacute;dico &ndash; crime previsto pelo artigo n&ordm; 302 do C&oacute;digo Penal. No mesmo per&iacute;odo, apenas um processo &eacute;tico foi iniciado. De acordo com a corregedoria do CRM, a m&eacute;dia de recebimento de den&uacute;ncias &eacute; de cinco por ano. As investiga&ccedil;&otilde;es chegam a durar um ano. O corregedor geral do CRM, Ed&ecirc;nio R&ecirc;go, tamb&eacute;m acredita que h&aacute; subnotifica&ccedil;&atilde;o dos casos. &ldquo;Provavelmente sim, visto a dificuldade de conhecimento do empregador e falta de manuten&ccedil;&atilde;o do medico do trabalho, que poderiam dar subs&iacute;dios para a&nbsp; den&uacute;ncia.Mas acreditamos que por parte da grande maioria dos m&eacute;dicos n&atilde;o exista essa m&aacute; pr&aacute;tica da medicina&rdquo;.&nbsp;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tH&aacute; redes empresariais, como a de um supermercado, que investem na forma&ccedil;&atilde;o de uma equipe de m&eacute;dicos de trabalho e solicitam reavalia&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Se eu tenho discord&acirc;ncia, emito um documento solicitando a opini&atilde;o do m&eacute;dico assistente sobre o progn&oacute;stico. O documento nunca volta&rdquo;, assevera coordenador da empresa. A empresa possui quase 3 mil funcion&aacute;rios. No ano passado, foram 24.249 dias perdidos.<\/span><\/div>\n<h3 style=\"margin: 10pt 0cm 0.0001pt; padding: 0px; font-weight: normal; line-height: 1.22em; outline: none; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none; font-size: 16px;\">Investiga&ccedil;&atilde;o emperra em laudos<\/span><\/h3>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Publica&ccedil;&atilde;o: 2015-02-22 00:00:00 | Coment&aacute;rios: 0<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 2.25pt 0.0001pt 6pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64489\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Embora os atestados m&eacute;dicos sejam comumente questionados e apontados como abusivos pelas empresas, poucas vezes as den&uacute;ncias resultam em puni&ccedil;&atilde;o do ponto de vista penal. Sequer chegam aos entes investigativos. Empresas temem a exposi&ccedil;&atilde;o. J&aacute; os m&eacute;dicos que descobrem a falsifica&ccedil;&atilde;o dos documentos registram o boletim de ocorr&ecirc;ncia, apesar das orienta&ccedil;&otilde;es do Conselho Regional de Medicina.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tNo ano passado, a Delegacia Especializada em Defrauda&ccedil;&otilde;es (DEFD) instaurou 12 inqu&eacute;ritos&nbsp; para apurar den&uacute;ncias sobre falsifica&ccedil;&otilde;es de atestados. Entretanto, a delegacia redistribuiu estes casos, uma vez que a sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; investigar casos de falsifica&ccedil;&atilde;o que resultem em preju&iacute;zos acima de 30 sal&aacute;rios m&iacute;nimos.&nbsp;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tDelegacias<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tQuestionado sobre quantos inqu&eacute;ritos j&aacute; foram investigados pela delegacia sobre o assunto, o delegado Jo&atilde;o Bosco Vasconcelos. &ldquo;Estes casos ficam com as distritais. Aqui temos mais de 2.500 processos e eu acabei de assumir. Ainda estou me inteirando&rdquo;, justificou.<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64482\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64481\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Se por um lado n&atilde;o h&aacute; investiga&ccedil;&atilde;o, a coibi&ccedil;&atilde;o do crime &eacute; ainda menor. Na sexta-feira (13), a reportagem da TRIBUNA DO NORTE foi at&eacute; o mercado da quatro em busca de um atestado m&eacute;dico para o carnaval. A abordagem veio de homem de meia idade. &ldquo;Eu teria como conseguir um atestado se voc&ecirc; tivesse chegado mais cedo&rdquo;, afirmou.&nbsp;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tMinist&eacute;rio P&uacute;blico<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tPara o promotor criminal Fernando Vasconcelos, a principal dificuldade em investigar esse tipo de delito &eacute; a demora na per&iacute;cia t&eacute;cnica, feita pelo Instituto T&eacute;cnico-Cient&iacute;fico da Pol&iacute;cia Civil (ITEP). &ldquo;Para comprovar esse delito n&oacute;s precisamos de algumas informa&ccedil;&otilde;es. A primeira delas &eacute; a per&iacute;cia t&eacute;cnica: precisamos provar que o atestado n&atilde;o foi emitido pelo m&eacute;dico. O que tem acontecido muito &eacute; uma comercializa&ccedil;&atilde;o, no qual se utiliza o nome e o CRM dos profissionais para justificar faltas&rdquo;, alertou. &ldquo;&Eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o muito simples. Basicamente o exame grafot&eacute;cnico e ouvir m&eacute;dico e funcion&aacute;rio, mas tem inqu&eacute;rito com mais de um ano.&rdquo;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tEstrutura<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tO instituto possui apenas um perito documental. Em m&eacute;dia, s&atilde;o solicitadas 500 per&iacute;cias por ano, dos quais 5% s&atilde;o questionamentos sobre a veracidade dos atestados, de acordo com o perito em documentoscopia Lu&iacute;s Ant&ocirc;nio de Oliveira. &ldquo;Dependendo do caso demoramos um ano para emitir o laudo, mas isso acontece pela estrutura que o Estado disp&otilde;e. O volume de documentos relacionados &agrave;s falsifica&ccedil;&otilde;es &eacute; muito grande&rdquo;, defende. Nos &uacute;ltimos dois anos, o setor conseguiu analisar e emitir 18 laudos sobre a veracidade de atestados m&eacute;dicos.<\/span><\/div>\n<div class=\"yiv1132912399MsoNormal\" id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64466\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; padding: 0px; line-height: 15.8599996566772px; outline: none; zoom: 1; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; font-size: 13px;\">\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<span id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64465\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Para comprovar a graciosidade do atestado, por&eacute;m, n&atilde;o h&aacute; caminho f&aacute;cil. A orienta&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas, segundo a advogada trabalhista Mariana de Lemos, &eacute; pedir a reavalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do trabalhador pelo m&eacute;dico do trabalho. O funcion&aacute;rio n&atilde;o &eacute; obrigado a cumprir e a solicita&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; v&aacute;lida ap&oacute;s cinco dias de atestado, de acordo com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho. &ldquo;A empresa sempre pode requerer uma per&iacute;cia. Na verdade, ela deve questionar&rdquo;, aponta Mariana.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tEntidades n&atilde;o possuem dados mas confirmam preju&iacute;zos&nbsp;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tN&atilde;o h&aacute; um levantamento espec&iacute;fico sobre o impacto dos atestados nas empresas potiguares. Na maior parte dos casos, o questionamento acontece em &acirc;mbito trabalhista &ndash; caso a empresa tenha a comprova&ccedil;&atilde;o de que o laudo &eacute; falso, o funcion&aacute;rio pode ser demitido. Quando &eacute; constatado um esquema de falsifica&ccedil;&atilde;o de CRM (cadastro do m&eacute;dico junto ao conselho regional) ou assinatura, &eacute; recomendado que os especialistas fa&ccedil;am um boletim de ocorr&ecirc;ncia. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), em casos de &ldquo;danos materiais&rdquo; as den&uacute;ncias s&atilde;o encaminhadas para as promotorias criminais.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tDe acordo com o presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o de Dirigentes Logistas do RN (CDL), Augusto Vaz, a apresenta&ccedil;&atilde;o de atestados m&eacute;dicos cresce nos feriados prolongados, como carnaval e natal. &ldquo;N&atilde;o tenho como dizer quantos s&atilde;o, mas conversas informais com empres&aacute;rios percebemos que isso aumenta. &Eacute; poss&iacute;vel ver durante o dia as pessoas comercializando. Quando esta pr&aacute;tica acontece, &eacute; porque sempre h&aacute; algu&eacute;m que compra&rdquo;, afian&ccedil;a.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tVale lembra que existem duas situa&ccedil;&otilde;es: a compra ou falsifica&ccedil;&atilde;o de atestados, sem a consci&ecirc;ncia do m&eacute;dico, ou quando o pr&oacute;prio especialista emite um laudo &ldquo;gracioso&rdquo;, que n&atilde;o condiz com a necessidade do paciente.&nbsp;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t&ldquo;Mas precisamos alertar os funcion&aacute;rios: aqueles que tem uma reincid&ecirc;ncia de atestado n&atilde;o &eacute; bem visto em nenhuma empresa. Tudo bem que n&atilde;o se descubra que &eacute; falso, mas na necessidade de corte s&atilde;o eles os primeiros atingidos&rdquo;, salientou Vaz.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tO presidente da Federa&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio, Bens, Servi&ccedil;os e Turismo do RN (Fecomercio), Marcelo&nbsp; Queiroz, acrescenta que o atestado m&eacute;dico deve ser acatado pela empresa, mas&nbsp; lembra &ldquo;que &eacute; fato que temos verificado um aumento exacerbado no uso de atestados m&eacute;dicos, isso &eacute;&rdquo;, pontua.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tJ&aacute; o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do RN (Fiern), Amaro Sales, aponta que a venda ou falsifica&ccedil;&atilde;o de atestados m&eacute;dicos n&atilde;o trazem preju&iacute;zos apenas no &acirc;mbito privado. &ldquo;A economia, n&atilde;o raro, oscila. Alguns feriados, por si, j&aacute; s&atilde;o inadequados, e quando &agrave; estes se somam atestados graciosos, seguramente, a produ&ccedil;&atilde;o diminui e sem produtos &agrave; venda a empresa n&atilde;o fatura, n&atilde;o pode pagar seus compromissos e impostos, n&atilde;o faz a renda circular. &Eacute; um preju&iacute;zo para a empresa e tamb&eacute;m para a sociedade.&rdquo;<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Bate-papo: Mariana de Lemos Campos &#8211; advogada especialista em direito trabalhista<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64474\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">Como um funcion&aacute;rio pode responder se apresentar um atestado falso ou gracioso?<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tDepende de como aconteceu o atestado falso. Criminalmente ele pode responder por falsifica&ccedil;&atilde;o do documento (at&eacute; seis anos), se ele tiver falsificado; ou uso de documento falso, que ele pode responder com at&eacute; um ano de deten&ccedil;&atilde;o. Penalmente, para o m&eacute;dico, ele responde pelo artigo 302, falsidade de atestado m&eacute;dico. Ele tamb&eacute;m responde eticamente perante o Conselho Regional de Medicina.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">E do ponto de vista trabalhista?<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tMesmo que o funcion&aacute;rio tenha um atestado verdadeiro, mas que a empresa fa&ccedil;a a per&iacute;cia e constate que a pessoa n&atilde;o estava incapacitada, apesar do atestado, a pessoa pode ter os dias descontados. A depender do caso, pode gerar advert&ecirc;ncia verbal ou escrita ou suspens&atilde;o, sem trabalhar e sem receber. Vai depender tamb&eacute;m de como a empresa vai querer lidar com a situa&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; uma quest&atilde;o de quebra de confian&ccedil;a. Pode ensejar uma justa causa tamb&eacute;m.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">At&eacute; que ponto a empresa tem direito de questionar a veracidade do atestado?<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tExiste um tr&acirc;mite sobre a apresenta&ccedil;&atilde;o de atestado. Primeiro, ela pode pedir para que o trabalhador fa&ccedil;a o exame, mas ele n&atilde;o &eacute; obrigado a fazer. Se ele aceitar, &eacute; recomendado que o m&eacute;dico seja do servi&ccedil;o m&eacute;dico da empresa ou conveniado a ela. A &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o seria o m&eacute;dico que o empregado livremente escolher. Em todo caso, um atestado nunca pode ser recusado, a n&atilde;o ser que a empresa tenha uma junta m&eacute;dica que comprove a falsidade. A empresa sempre pode requerer uma per&iacute;cia &ndash; na verdade, ela deve questionar, independentemente do tempo de afastamento.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">E se a empresa recusar, o que o trabalhador pode fazer?<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t&Eacute; totalmente ilegal, mas na pr&aacute;tica sabemos que pode acontecer. O ideal &eacute; que o empregado, quando entregar o atestado, fique com uma c&oacute;pia ou um recibo que comprove o recebimento. Com isso ele pode requerer &agrave; empresa de forma formal, recorrer ao sindicato ou at&eacute; mesmo &agrave; Justi&ccedil;a (se tiver os dias descontados). Procurar a justi&ccedil;a n&atilde;o &eacute; o ideal, principalmente se o trabalhador continuar empregado, pois estreme as rela&ccedil;&otilde;es dentro da empresa. O ideal &eacute; que ele consiga receber de forma direta.<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\t<b id=\"yiv1132912399yui_3_16_0_1_1430328314094_64468\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\">O m&eacute;dico do trabalho pode contestar qualquer atestado, mesmo n&atilde;o sendo especialista?<\/b><br clear=\"none\" style=\"line-height: 1.22em; outline: none;\" \/><br \/>\n\tVai depender do CID (c&oacute;digo internacional de doen&ccedil;as), nas &eacute; uma quest&atilde;o de especialidade. O m&eacute;dico, mesmo que n&atilde;o tenha um conhecimento amplo, tem uma no&ccedil;&atilde;o dos sintomas. Se ele se sentir inseguro, pode encaminhar para outro m&eacute;dico.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atestado de pol&ecirc;mica e preju&iacute;zo Publica&ccedil;&atilde;o: 2015-02-22 00:00:00 | Coment&aacute;rios: 0 &middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nadjara Martins Rep&oacute;rter<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/538"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=538"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/538\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}