{"id":378,"date":"2014-07-26T17:41:00","date_gmt":"2014-07-26T20:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2014\/07\/26\/insalubridade-nao-reconhecida\/"},"modified":"2014-07-26T17:41:00","modified_gmt":"2014-07-26T20:41:00","slug":"insalubridade-nao-reconhecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/insalubridade-nao-reconhecida\/","title":{"rendered":"INSALUBRIDADE NAO RECONHECIDA"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\">\n\t&nbsp;&quot;<strong>Pedido de horas extras pelo tempo gasto ao vestir EPIs leva ao indeferimento de adicional de insalubridade&quot;<\/strong><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Postado por <strong><a href=\"https:\/\/www.relacoesdotrabalho.com.br\/profile\/RelacoesdoTrabalho177\">RT<\/a><\/strong>&nbsp;em 25 julho 2014 &agrave;s 13:45<br \/>\nUm pedreiro ajuizou reclama&ccedil;&atilde;o trabalhista contra a sua empregadora, uma empresa de engenharia, e contra o Munic&iacute;pio de Contagem, pedindo o pagamento do adicional de insalubridade e seus reflexos. O caso foi analisado pela ju&iacute;za Fl&aacute;via Cristina Rossi Dutra, em sua atua&ccedil;&atilde;o na 4&ordf; Vara do Trabalho de Contagem. Para verificar a real exist&ecirc;ncia de insalubridade, ela determinou a realiza&ccedil;&atilde;o de uma per&iacute;cia t&eacute;cnica. Mas, mesmo ap&oacute;s analisar detidamente o laudo, que indicou insalubridade em grau m&eacute;dio, a ju&iacute;za indeferiu o pedido. &Eacute; que surgiu no processo um outro elemento que fez a magistrada concluir pela neutraliza&ccedil;&atilde;o do agente insalubre: a confiss&atilde;o do reclamante quanto o fato de a empresa fornecer os EPIs necess&aacute;rios.<br \/>\nSegundo destacou a ju&iacute;za, o laudo pericial detalha a forma como foram coletados os dados funcionais do reclamante, a descri&ccedil;&atilde;o do seu local de trabalho, bem como as atividades que exercia. Al&eacute;m disso, o perito avaliou os agentes insalubres, tendo enfrentado uma a uma as poss&iacute;veis incid&ecirc;ncias quanto a composi&ccedil;&atilde;o, tempo de exposi&ccedil;&atilde;o ao risco e demais fatos caracterizadores ou n&atilde;o da insalubridade estudada. Ao final, concluiu pelo reconhecimento da insalubridade em grau m&eacute;dio pelo componente &quot;&aacute;lcalis caustico&quot;, em raz&atilde;o do transporte e manuseio constante na obra, sem o uso do respectivo EPI, como luvas, uma vez que a r&eacute; n&atilde;o fez prova de seu fornecimento.<br \/>\nContudo, embora considerando que a reclamada, de fato, n&atilde;o juntou a comprova&ccedil;&atilde;o de entrega de EPI e do uso efetivo das luvas pelo reclamante, a julgadora entendeu que houve confiss&atilde;o do pr&oacute;prio trabalhador quanto a esse fato. &Eacute; que, ao pedir horas extras em raz&atilde;o dos minutos residuais, ele afirmou que, ao chegar ao trabalho, trocava de roupa e colocava o uniforme, bem como os equipamentos de seguran&ccedil;a, botas e luvas, tudo em 17 minutos, gastando mais tr&ecirc;s minutos para bater o cart&atilde;o. Alegou ainda que, ao final da jornada, ap&oacute;s assinalar o cart&atilde;o, retirava o uniforme e os EPI&acute;s, gastando 20 minutos.<br \/>\nAssim, como o reclamante usou botas e luvas durante todo o per&iacute;odo trabalhado, a a&ccedil;&atilde;o do agente insalubre &quot;&aacute;lcalis caustico&quot; foi neutralizada, no entender da ju&iacute;za, alterando a conclus&atilde;o do perito. Por essa raz&atilde;o, ela afastou a pretens&atilde;o do trabalhador ao adicional de insalubridade, bem como &agrave;s diferen&ccedil;as reflexas. A decis&atilde;o se assenta no artigo 436 do C&oacute;digo de Processo Civil, pelo qual&quot;o juiz n&atilde;o est&aacute; adstrito ao laudo pericial, podendo formar a sua convic&ccedil;&atilde;o com outros elementos ou fatos provados nos autos&quot;.<br \/>\nO reclamante recorreu, mas a senten&ccedil;a foi mantida pelo TRT-MG.<br \/>\n(&nbsp;0002592-29.2011.5.03.0032 RO&nbsp;)<br \/>\nFonte: Tribunal Regional do Trabalho da 3&deg; Regi&atilde;o em 25\/07\/2014<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&quot;Pedido de horas extras pelo tempo gasto ao vestir EPIs leva ao indeferimento de adicional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=378"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}