{"id":317,"date":"2014-04-01T13:07:00","date_gmt":"2014-04-01T16:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2014\/04\/01\/empregado-que-negligenciou-uso-de-epi-nao-consegue-indenizacao-por-acidente-trabalho\/"},"modified":"2014-04-01T13:07:00","modified_gmt":"2014-04-01T16:07:00","slug":"empregado-que-negligenciou-uso-de-epi-nao-consegue-indenizacao-por-acidente-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/empregado-que-negligenciou-uso-de-epi-nao-consegue-indenizacao-por-acidente-trabalho\/","title":{"rendered":"Empregado que negligenciou uso de EPI nao consegue indenizacao por acidente trabalho"},"content":{"rendered":"<p><strong>Empregado que negligenciou uso de EPI n&atilde;o consegue indeniza&ccedil;&atilde;o por acidente de trabalho.<\/strong><\/p>\n<table align=\"center\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"width: 86%\" width=\"86%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td id=\"yiv6234330170materia\">\n\t\t\t\tA preven&ccedil;&atilde;o de acidentes de trabalho e desenvolvimento de doen&ccedil;as ocupacionais &eacute; obriga&ccedil;&atilde;o do empregador, que deve fornecer e treinar os empregados sobre o uso do Equipamento de Prote&ccedil;&atilde;o Individual (EPI) espec&iacute;fico para o exerc&iacute;cio da atividade. Cabe ao patr&atilde;o fiscalizar a utiliza&ccedil;&atilde;o adequada dos equipamentos fornecidos e necess&aacute;rios &agrave; seguran&ccedil;a, obrigando os empregados a fazer uso deles. &Eacute; muito importante a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia dos EPIs para se tentar reduzir os acidentes do trabalho no Brasil, cujo n&uacute;mero ainda &eacute; alarmante.<br \/>\n\t\t\t\tO crescente volume de reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas ajuizadas perante a Justi&ccedil;a do Trabalho mineira, versando sobre responsabilidade civil por acidentes de trabalho, revela que ainda h&aacute; muita resist&ecirc;ncia em cumprir as normas e seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o no ambiente do trabalho. Mas tamb&eacute;m h&aacute; empresas que trilham caminho diverso e essa conduta no sentido do cumprimento da lei deve ser valorizada. Um exemplo disso foi o caso julgado pelo juiz Cl&eacute;ber Jos&eacute; de Freitas, quando titular da 3&ordf; Vara do Trabalho de Sete Lagoas. O empregado trabalhava no forno de uma sider&uacute;rgica quando sofreu um acidente. Ele pediu que a empregadora fosse condenada ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais e est&eacute;ticos, por entender que ela teve culpa no ocorrido. Tudo porque ele n&atilde;o teria recebido treinamento para o exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o nem os equipamentos adequados. Mas n&atilde;o foi essa a situa&ccedil;&atilde;o que o juiz constatou ao analisar as provas.<br \/>\n\t\t\t\tA per&iacute;cia apurou que o reclamante sofreu queimaduras no p&eacute; esquerdo ao retirar areia que havia ficado na bica de corrida de gusa com uma p&aacute;. A areia estava quente e entrou na botina dele. No laudo, o perito discriminou os EPIs necess&aacute;rios &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do trabalhador contra poss&iacute;veis proje&ccedil;&otilde;es de material quente, equipamentos esses que o reclamante reconheceu ter recebido, mas que informou ao perito ter retirado no momento do acidente. Segundo o perito, o empregado admitiu ter tirado at&eacute; mesmo a perneira, que poderia ter evitado o contato direto com a areia quente.<br \/>\n\t\t\t\tNa audi&ecirc;ncia, o forneiro tamb&eacute;m reconheceu que recebeu diversos equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o. Uma testemunha indicada por ele disse quando o empregado entra na empresa, recebe treinamento do t&eacute;cnico de seguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fun&ccedil;&atilde;o que vai exercer. Ele pr&oacute;prio foi admitido com experi&ecirc;ncia na fun&ccedil;&atilde;o de forneiro, mas, mesmo assim, era constantemente orientado pelo supervisor. Outra testemunha falou que na hora do acidente o reclamante n&atilde;o estava usando perneira, mas que havia esse equipamento no local.<br \/>\n\t\t\t\tJ&aacute; a testemunha apresentada pela r&eacute;, confirmou que a empresa fornece todos os EPIs necess&aacute;rios ao desempenho de cada fun&ccedil;&atilde;o e exige o uso deles. Ela afirmou que nunca houve outro acidente como esse ocorrido com o reclamante. O juiz ainda encontrou nos autos a c&oacute;pia de uma Ordem de Servi&ccedil;o da empresa assinada pelo reclamante, na qual o trabalhador &eacute; orientado quanto &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de deixar de usar o EPI na execu&ccedil;&atilde;o das atividades.<br \/>\n\t\t\t\tAl&eacute;m disso, conforme ponderou o julgador, o reclamante j&aacute; vinha exercendo a fun&ccedil;&atilde;o de forneiro desde janeiro de 2011, sendo que o acidente ocorreu em 13 de 2013. Para o magistrado, isso mostra que ele tinha experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o e sabia dos perigos a que se expunha caso n&atilde;o usasse os EPIs fornecidos. &quot;Ficou sobejamente provado que o autor recebeu o treinamento e os EPI necess&aacute;rios ao desempenho de suas fun&ccedil;&otilde;es. Ficou demonstrado, ainda, que, embora o reclamante tivesse plena consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o poderia trabalhar sem os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, notadamente a perneira, agiu com imprud&ecirc;ncia e neglig&ecirc;ncia ao retir&aacute;-lo&quot;, concluiu o juiz sentenciante.<br \/>\n\t\t\t\tPortanto, entendendo que a culpa do acidente foi exclusiva da v&iacute;tima, o que afasta a responsabilidade do empregador, o magistrado julgou improcedente o pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais e est&eacute;ticos. O TRT mineiro confirmou a decis&atilde;o.<br \/>\n\t\t\t\t( 0000411-63.2013.5.03.0039 RO )<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"clear: both\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<p><strong>Fonte:&nbsp;<\/strong>Tribunal Regional do Trabalho 3&ordf; Regi&atilde;o Minas Gerais, 27.03.2014<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empregado que negligenciou uso de EPI n&atilde;o consegue indeniza&ccedil;&atilde;o por acidente de trabalho. 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