{"id":290,"date":"2014-02-06T08:23:00","date_gmt":"2014-02-06T10:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2014\/02\/06\/calor-reduz-produtividade-e-eleva-riscos-de-acidentes\/"},"modified":"2014-02-06T08:23:00","modified_gmt":"2014-02-06T10:23:00","slug":"calor-reduz-produtividade-e-eleva-riscos-de-acidentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/calor-reduz-produtividade-e-eleva-riscos-de-acidentes\/","title":{"rendered":"Calor reduz produtividade e eleva riscos de acidentes"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"width: 554px\" width=\"554\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n\t\t\t\t&nbsp;Calor reduz produtividade e eleva riscos de acidentes<br \/>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n\t\t\t\t<em>Data: 05\/02\/2014 \/ Fonte: Jornal do Com&eacute;rcio<\/em><br \/>\n\t\t\t\t<strong>Porto Alegre\/RS &#8211;<\/strong> Ontem, ao meio-dia, enquanto as pessoas passavam apressadas nas ruas para evitar o sol forte, com sensa&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica acima dos 40&deg;C, Lucas Santos, 18 anos, pintava a fachada de um estabelecimento comercial na Travessa da Paz, pr&oacute;ximo ao Parque Farroupilha. A condi&ccedil;&atilde;o, impensada para muita gente, &eacute; ideal para ele.<\/p>\n<p>\t\t\t\tSantos conta que o calor &eacute; um aliado, j&aacute; que ajuda a tinta a secar mais r&aacute;pido, mas n&atilde;o nega o &oacute;bvio: &quot;&eacute; bem quente&quot;, comenta. &quot;Eu fico mais cansado do que o normal nesta &eacute;poca&quot;.<\/p>\n<p>\t\t\t\tO m&eacute;dico Cl&aacute;udio Schmitt, integrante do Comit&ecirc; de Medicina do Trabalho da Unimed Porto Alegre, corrobora com a queixa do pintor: trabalhar com um calor desses &eacute; muito mais desgastante. Schmitt explica que o efeito natural da alta temperatura &eacute; a desidrata&ccedil;&atilde;o, que leva &agrave; menor capacidade de racioc&iacute;nio e ao aumento da fadiga. &quot;Quem &eacute; obrigado a pensar tem dificuldade para raciocinar, e o risco de acidente do trabalho tamb&eacute;m aumenta pela perda de concentra&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>\t\t\t\tDe acordo com pesquisa publicada na revista especializada Nature Climate Change, o aumento do calor, somado &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o da umidade do ar (que torna mais dif&iacute;cil amenizar a temperatura corporal), j&aacute; responde por uma queda de 10% da produtividade nos meses mais quentes do ano em todo mundo. A previs&atilde;o &eacute; de que esse percentual suba para 20% at&eacute; 2050 e chegue a 60% em 2200, caso as tend&ecirc;ncias atuais sejam mantidas.<\/p>\n<p>\t\t\t\tMesmo para quem adora o ver&atilde;o, trabalhar ao sol n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. &Eacute; o caso do agente de tr&acirc;nsito, Cristiano Machado. &quot;Eu prefiro o calor ao frio, mas, mesmo assim, sinto um desgaste maior nessa &eacute;poca, reduz um pouco o &acirc;nimo&quot;, conta. Machado faz os deslocamentos com bicicleta, condi&ccedil;&atilde;o que assegura o uso de bermudas. Os agentes que usam viaturas n&atilde;o t&ecirc;m essa possibilidade.<\/p>\n<p>\t\t\t\tCom as quedas constantes de energia, o agente &eacute; respons&aacute;vel pela orienta&ccedil;&atilde;o de motoristas e pedestres quando os sem&aacute;foros deixam de funcionar. Ontem, por volta das 15h, enquanto a sensa&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica era de 42&deg;C, o agente controlava o tr&acirc;nsito no cruzamento das avenidas Jo&atilde;o Pessoa e Ven&acirc;ncio Aires. Para amenizar os efeitos do calor, Machado aumenta a ingest&atilde;o de &aacute;gua e recorre ao filtro solar. &quot;O jeito &eacute; beber muita &aacute;gua e ficar na sombra quando poss&iacute;vel&quot;, destaca.<\/p>\n<p>\t\t\t\tAs melhores formas de contornar o clima nada prop&iacute;cio para o trabalho s&atilde;o aumentar a ingest&atilde;o de &aacute;gua mineral, usar protetor solar e bon&eacute;, evitar exposi&ccedil;&atilde;o ao sol entre &agrave;s 11h e &agrave;s 15h, quando poss&iacute;vel, e climatizar o ambiente para dissipar o calor. &quot;Ventila&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; suficiente, mas pode refrescar um pouco. A melhor solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a mais cara: o ar condicionado central. O valor &eacute; alto, mas o investimento &eacute; recuperado depois de um tempo&quot;, assegura Schmitt. Investir na sa&uacute;de do funcion&aacute;rio, nesse caso, &eacute; fomentar, tamb&eacute;m, a produtividade.<\/p>\n<p>\t\t\t\t<strong>Medidas para driblar as altas temperaturas ingressam nas pautas do setor sindical<\/strong><br \/>\n\t\t\t\tTrabalhar sob um sol de 40&deg;C, independentemente&nbsp; do tipo de trabalho, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas fica ainda mais dif&iacute;cil quando, al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; alta temperatura, carrega-se um peso de 8kg a 10kg. Essa &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o de trabalho dos carteiros, que iniciaram greve neste m&ecirc;s para pleitear melhorias no plano de sa&uacute;de e aproveitaram para reivindicar, tamb&eacute;m, a possibilidade de entregas matutinas das correspond&ecirc;ncias. As queixas contra o calor n&atilde;o s&atilde;o de hoje, e o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Tel&eacute;grafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) j&aacute; cogitou, anteriormente, fazer o pedido.<\/p>\n<p>\t\t\t\t&quot;Mas agora o clima est&aacute; pegando mais. Est&aacute; horr&iacute;vel&quot;, detalha o carteiro e secret&aacute;rio de divulga&ccedil;&atilde;o do Sintect-RS, Nilson Baldez da Silva. Com os trabalhos de entrega concentrados no per&iacute;odo da manh&atilde;, os carteiros poderiam executar fun&ccedil;&otilde;es internas no per&iacute;odo da tarde, evitando exposi&ccedil;&atilde;o ao sol forte &#8211; possibilidade que, segundo Silva, &eacute; estudada por estados como Goi&aacute;s e Cear&aacute;. At&eacute; agora, no entanto, as negocia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o evolu&iacute;ram, ressalta o sindicalista. &quot;Todo nosso di&aacute;logo ocorre na esfera judicial, no Tribunal Superior do Trabalho (TST)&quot;.<\/p>\n<p>\t\t\t\tO diretor de Sa&uacute;de do Trabalhador da regional da Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT\/RS), M&aacute;rio Jos&eacute; Dias dos Reis, lembra que as reivindica&ccedil;&otilde;es de melhorias de condi&ccedil;&otilde;es do ambiente de trabalho no ver&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o recentes. &quot;Esse movimento com rela&ccedil;&atilde;o a esse per&iacute;odo j&aacute; tem algum tempo, mas sempre h&aacute; resist&ecirc;ncia por parte das empresas. &Eacute; uma reivindica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; conseguindo muito &ecirc;xito&quot;. Apesar da queixa n&atilde;o ser atual, neste ano as reclama&ccedil;&otilde;es s&atilde;o maiores, sustenta Reis.&nbsp; &quot;Estamos com um ver&atilde;o at&iacute;pico e com temperaturas muito altas, levando v&aacute;rias categorias a questionar a adapta&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os do trabalhador&quot;.<\/p>\n<p>\t\t\t\tA orienta&ccedil;&atilde;o para implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas que amenizem o estresse t&eacute;rmico &eacute; repassada &agrave;s empresas h&aacute; mais tempo, acrescenta Reis, mas o custo &eacute; sempre um entrave.<\/p>\n<p>\t\t\t\tO discurso dos dirigentes sindicais refor&ccedil;a a quest&atilde;o de custo e benef&iacute;cio dos investimentos em climatiza&ccedil;&atilde;o dos ambientes ou em pr&aacute;ticas que possam minimizar o calor. Uma das a&ccedil;&otilde;es &eacute; justamente oferecer pausas de descanso ao longo da jornada, sugere Reis, onde seja concedido dez minutos de descanso para cada 50 minutos trabalhados. &quot;&Eacute; at&eacute; uma forma de recuperar o &acirc;nimo. Al&eacute;m disso, h&aacute; categorias, que trabalham na rua, que gostariam de exercer as tarefas num per&iacute;odo mais ameno, mas parece que n&atilde;o est&aacute; havendo consenso.&quot;<\/p>\n<p>\t\t\t\tColabora&ccedil;&atilde;o:<br \/>\n\t\t\t\t<strong>Carlos Rodrigo Cunha<\/strong><br \/>\n\t\t\t\t<em>Coord. Seg. Trabalho<\/em><br \/>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Calor reduz produtividade e eleva riscos de acidentes &nbsp; Data: 05\/02\/2014 \/ Fonte: Jornal do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}