{"id":1019,"date":"2021-08-05T15:46:00","date_gmt":"2021-08-05T18:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/index.php\/2021\/08\/05\/acp-do-mpt-quer-fim-ao-tratamento-diferenciado-para-micro-e-pequenas-empresas-de-gr-1-e-2\/"},"modified":"2024-07-03T08:49:39","modified_gmt":"2024-07-03T11:49:39","slug":"acp-do-mpt-quer-fim-ao-tratamento-diferenciado-para-micro-e-pequenas-empresas-de-gr-1-e-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/acp-do-mpt-quer-fim-ao-tratamento-diferenciado-para-micro-e-pequenas-empresas-de-gr-1-e-2\/","title":{"rendered":"ACP do MPT quer fim ao tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas de GR 1 e 2"},"content":{"rendered":"<p><span font-size:=\"\" font-weight:=\"\" style=\"color: rgb(51, 51, 51); font-family: \" text-align:=\"\" work=\"\"><span style=\"font-family: &quot;Work Sans&quot;; font-size: 40px; font-weight: 700; text-align: center;\">A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica ajuizada pelo MPT quer fim ao tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas de grau de risco 1 e 2<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/protecao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/shutterstock_1718254837.jpg\" style=\"height: 577px; width: 700px;\" \/><\/div>\n<p><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\"><span style=\"box-sizing: border-box; font-weight: 700;\">Por Raira Cardoso\/Jornalista da Revista Prote&ccedil;&atilde;o<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Ap&oacute;s a frustra&ccedil;&atilde;o para uns, ou o al&iacute;vio para outros, com a prorroga&ccedil;&atilde;o da vig&ecirc;ncia da nova NR 1 (Disposi&ccedil;&otilde;es Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) de agosto &uacute;ltimo para janeiro de 2022, o setor foi surpreendido com o ajuizamento de uma A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica pelo MPT solicitando que a Justi&ccedil;a do Trabalho suspenda a Portaria 6.730, em que consta a nova reda&ccedil;&atilde;o da NR 1. A ACP tamb&eacute;m pede a suspens&atilde;o da Portaria 915\/2019, anterior a esta &uacute;ltima, que j&aacute; trazia altera&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o, como o tratamento diferenciado para algumas das empresas de menor porte.<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Um dos coautores da ACP, o procurador do Trabalho Luciano Leivas explica que existem diversos v&iacute;cios formais e materiais no processo de revis&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o da NR 1 que prejudicam o rastreamento de riscos de adoecimentos e ocorr&ecirc;ncia de acidentes de trabalho. &ldquo;O principal aspecto refere-se &agrave; libera&ccedil;&atilde;o da obriga&ccedil;&atilde;o de elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o do PPRA e do PCMSO em face das microempresas e empresas de pequeno porte com grau de risco 1 e 2. &Eacute; importante destacar que o futuro PGR tamb&eacute;m contempla a libera&ccedil;&atilde;o para esse seguimento empresarial das obriga&ccedil;&otilde;es de gerenciamento de riscos ocupacionais&rdquo;, destaca.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"box-sizing: border-box; font-family: Roboto; color: rgb(0, 0, 0); margin: 20px auto 10px; font-size: 24px; line-height: 1.1;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\"><span style=\"box-sizing: border-box;\">TRATAMENTO DIFERENCIADO<\/span><\/span><\/h3>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Ponderando que as MEs e EPPs s&atilde;o respons&aacute;veis pela contrata&ccedil;&atilde;o de mais de 50% dos trabalhadores, concentrando o maior n&uacute;mero de empresas no Brasil, o MPT teme que essa flexibiliza&ccedil;&atilde;o produza uma indevida discrimina&ccedil;&atilde;o laboral-ambiental, se baseando apenas no faturamento anual de determinadas organiza&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Uma empresa de pequeno porte, grau de risco 1 ou 2, cujo faturamento seja de R$ 4.800.000, pode, mediante auto declara&ccedil;&atilde;o, desobrigar-se de elaborar e implementar o PPRA e o PCMSO; todavia, uma empresa do mesmo setor, cujo faturamento anual seja da ordem de R$ 5.000.000, deve elaborar e implementar os programas de preven&ccedil;&atilde;o de acidentes e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de&rdquo;. Segundo Leivas, n&atilde;o existe fundamento jur&iacute;dico para tal discrimina&ccedil;&atilde;o entre trabalhadores da mesma categoria profissional. Cita como exemplo um supermercado de pequeno porte, que se enquadre nas defini&ccedil;&otilde;es do tratamento diferenciado, que fica liberado do PPRA e PCMSO, mesmo que integre o setor que est&aacute; em segundo lugar no&nbsp;<em style=\"box-sizing: border-box;\">ranking<\/em>&nbsp;dos que mais geram afastamento por acidentes e doen&ccedil;as laborais, de acordo com o Observat&oacute;rio de SST (<\/span><a href=\"https:\/\/smartlabbr.org\/sst\" style=\"box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: rgb(255, 102, 0); text-decoration-line: none; pointer-events: auto;\"><span style=\"color:#000000;\">https:\/\/smartlabbr.org\/sst<\/span><\/a><span style=\"color:#000000;\">).<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">O procurador do Trabalho ressalta que as micro e pequenas empresas de graus de risco 1 e 2 j&aacute; est&atilde;o desobrigadas de elaborar e implementar os programas, visto que a Portaria 915\/2019 entrou em vigor na data de sua publica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ali&aacute;s, &eacute; um paradoxo, uma contradi&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, que uma determinada empresa esteja enquadrada como grau de risco 2 no Quadro da NR 4 e venha declarar inexist&ecirc;ncia de risco f&iacute;sico, qu&iacute;mico, biol&oacute;gico ou ergon&ocirc;mico para se beneficiar do tratamento jur&iacute;dico diferenciado&rdquo;.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"box-sizing: border-box; font-family: Roboto; color: rgb(0, 0, 0); margin: 20px auto 10px; font-size: 24px; line-height: 1.1;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\"><span style=\"box-sizing: border-box;\">AN&Aacute;LISE AUSENTE<\/span><\/span><\/h3>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Outra cr&iacute;tica da A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica &eacute; que o processo de revis&atilde;o da NR 1 n&atilde;o contou com uma An&aacute;lise de Impacto Regulat&oacute;rio. Essa reclama&ccedil;&atilde;o por parte do MPT j&aacute; &eacute; antiga e foi motivo de outra ACP, ajuizada em abril do ano passado, chegando a gerar uma reavalia&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de cria&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o das Normas Regulamentadoras, que agora preveem as AIRs no &acirc;mbito da Secretaria Especial de Previd&ecirc;ncia e Trabalho (Portaria 6.399\/2021), conforme o regramento trazido pelo Decreto 10.411\/2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">O procurador do Trabalho diz que as primeiras An&aacute;lises de Impacto Regulat&oacute;rio realizadas no processo de revis&atilde;o das Normas Regulamentadoras, que teve in&iacute;cio em 2019, somente surgiram na 6&ordf; Reuni&atilde;o Extraordin&aacute;ria da CTPP, que ocorreu em 28 de junho deste ano. &ldquo;Na oportunidade, a bancada do Governo apresentou as AIRs das NRs 5, 17, 19 e 30. Nenhuma NR criada ou revisada antes dessa reuni&atilde;o teve seu texto t&eacute;cnico ou proposta de texto precedida de AIR. A NR 1, como &eacute; sabido, teve sua primeira publica&ccedil;&atilde;o em 30 de julho de 2019; portanto, foi criada &agrave; revelia da pr&eacute;via e necess&aacute;ria AIR&rdquo;, garante. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho tamb&eacute;m pede a condena&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o em R$ 84 milh&otilde;es por danos morais coletivos pelo tratamento diferenciado disposto desde a publica&ccedil;&atilde;o da Portaria 915, ainda mais durante a pandemia de Covid-19. &ldquo;&Eacute; entendimento do MPT a flagrante viola&ccedil;&atilde;o ao princ&iacute;pio do risco regressivo m&iacute;nimo e da indisponibilidade da sa&uacute;de do trabalhador e da trabalhadora&rdquo;, declara Leivas. Aproveita para destacar que, apenas considerando o aux&iacute;lio-doen&ccedil;a comum e o aux&iacute;lio-doen&ccedil;a acident&aacute;rio entre 2017 e 2019, as MEIs, MEs e EPPs de grau de risco 1 e 2 tiveram um impacto total m&eacute;dio de R$ 418.983.920 aos cofres da Previd&ecirc;ncia Social. Isso considerando valores computados antes da libera&ccedil;&atilde;o da obriga&ccedil;&atilde;o de elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o do PPRA e do PCMSO.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"box-sizing: border-box; font-family: Roboto; color: rgb(0, 0, 0); margin: 20px auto 10px; font-size: 24px; line-height: 1.1;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\"><span style=\"box-sizing: border-box;\">PR&Oacute;XIMOS PASSOS<\/span><\/span><\/h3>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Procurada pela&nbsp;<em style=\"box-sizing: border-box;\">reportagem<\/em>, a Secretaria Especial Previd&ecirc;ncia e Trabalho preferiu n&atilde;o se pronunciar, afirmando que &ldquo;como h&aacute; processo em curso, as respostas ser&atilde;o encaminhadas neste primeiro momento em ju&iacute;zo&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<span style=\"color:#000000;\">Antes de decidir sobre a liminar, o juiz deve ouvir a AGU (Advocacia-Geral da Uni&atilde;o). Em princ&iacute;pio, os trabalhos da CTPP devem prosseguir normalmente. Mas a expectativa do MPT, segundo Leivas, &eacute; que os pedidos da ACP sejam aceitos. &ldquo;O pedido definitivo &eacute; para que a atividade regulat&oacute;ria do Estado seja retomada desde sua fase inicial, ou seja, elabora&ccedil;&atilde;o da An&aacute;lise de Impacto Regulat&oacute;rio, delimitando n&atilde;o apenas o problema regulat&oacute;rio do ponto de vista econ&ocirc;mico, mas tamb&eacute;m &ndash; e principalmente &ndash; sob o enfoque da preven&ccedil;&atilde;o de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho e da indisponibilidade da sa&uacute;de do trabalhador e da trabalhadora, independentemente do porte da empresa&rdquo;, conclui.<\/span><\/p>\n<p style=\"box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto; font-size: 16px; line-height: 1.5 !important;\">\n\t<strong><span style=\"color:#ff0000;\">A A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica pode ser lida<\/span><\/strong>&nbsp;<strong><span style=\"box-sizing: border-box; font-weight: 700;\"><a href=\"https:\/\/mpt.mp.br\/pgt\/noticias\/pecaprocpetiniacaocivilpublica_102974-2021_gerado-em-28-07-2021-10h11min17s.pdf\" style=\"box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: rgb(255, 102, 0); text-decoration-line: none; pointer-events: auto;\"><span style=\"color:#000080;\">AQUI<\/span><\/a><\/span><\/strong><span style=\"color:#000000;\">.<\/p>\n<p>\t<strong>Fonte, acessada em 15\/08\/2021<\/strong>:&nbsp;<\/span><a href=\"https:\/\/protecao.com.br\/destaque\/acao-civil-publica-ajuizada-pelo-mpt-quer-fim-ao-tratamento-diferenciado-para-micro-e-pequenas-empresas-de-grau-de-risco-1-e-2\/?utm_campaign=protecao_selecao_-_312021_-_novo_modelo&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station\"><span style=\"color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;\">https:\/\/protecao.com.br\/destaque\/acao-civil-publica-ajuizada-pelo-mpt-quer-fim-ao-tratamento-diferenciado-para-micro-e-pequenas-empresas-de-grau-de-risco-1-e-2\/?utm_campaign=protecao_selecao_-_312021_-_novo_modelo&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station<\/span><\/a><br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica ajuizada pelo MPT quer fim ao tratamento diferenciado para micro e pequenas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1019"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1274,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1019\/revisions\/1274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinditestrs.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}